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A FRESCO

Material: Diversos.

Conservação/Transporte: Temperatura Ambiente.

Estabilidade: 4 horas.

Preparo do paciente: Coletar o Material do local indicado com espátula ou swab e colocar em tubo de salina estéril

Comentário e interpretação: Exame utilizado para detectar presença de fungos, leveduras e trichomonas.

 

ACETIL COLINESTERASE ERITROCITÁRIA

Material: EDTA

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 4 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatorio Em mulheres adultas, anotar dia do ciclo menstrual.

Comentário e interpretação: Diagnóstico e monitoramento de exposição e intoxicação por compostos organofosforados e carbamatos (utilizados em agricultura comercial); triagem pré-operatória de pacientes com sensibilidade a succilcolina (genética ou secundária à exposição de inseticidas); estudos familiares de anomalias moleculares das colinesterases. Ver Colinesterase Sérica. A colinesterase intraeritrocitária (também conhecida como colinestarase verdadeira) é irreversivelmente inibida pelos organofosforados e reversivelmente inibida pelos carbamatos. Embora a dosagem sérica (da pseudocolinesterase ou colinesterase sérica) seja mais útil no diagnóstico de intoxicações agudas por estes compostos, a colinesterase intraeritrocitária é mais sensível a processos crônicos.

 

ACETONA

Material: Sangue total / Fluoreto de sódio ou Urina amostra isolada

Conservação/Transporte: Refrigerado

Estabilidade: 5 dias congelado

Preparo do paciente: Informar se o paciente é exposto ocupacionalmente

Instrução coleta Urina: Lavar as mãos e genitália antes da coleta. Desprezar o 1º jato de urina. Colher o jato médio da urina com retenção de 4 horas as micções. Colher a urina do final da jornada de trabalho.

Comentário e interpretação: Níveis elevados de acetona no sangue podem ser encontrados na exposição ocupacional à acetona e ao isopropanol, na cetoacidose diabética e no jejum prolongado. O seu principal efeito tóxico ocorre no SNC, além de causar broncoespasmos, bradicardia e hipotermia.

 

ÁCIDO 5 HIDRÓXI-INDOLACÉTICO (5 HIDROXITRIPTAMINA)

Material: Urina 24 horas.

Conservação/Transporte: Refrigerado e protegido da luz.

Estabilidade: 5 dias.

Preparo do paciente: É necessário retirar material e instruções para coleta no laboratório. Anotar os medicamentos utilizados nos últimos 7 dias e, a critério médico assistente, suspender toda a medicação nos últimos 3 dias que antecedem e no dia da coleta. Iniciar dieta 3 dias antes do exame. O exame não é realizado em amostra isolada de urina.

Comentário e interpretação: Exame útil no diagnóstico e seguimento de pacientes com síndrome ou tumores carcinóides. A serotonina é metabolizada a ácido 5-hidróxi-indolacético, que é excretado pela urina. Valores acima do valor de referência são altamente sugestivos de tumor carcinóide. Níveis muito elevados são encontrados em tumores carcinóides metastáticos. Aumentos mais discretos podem ser vistos em tumores carcinóides ovarianos, doença celíaca, “oat cell”, carcinome do brônquio, adenoma brônquico tipo carcinóide. Cerca de 25% dos pacientes com tumor carcinóide podem ter 5 HIAA urinário normal. Em geral, esses pacientes não apresentam síndrome carcinóide. Sempre que possível, o uso de acetaminofen, derivados de Rauwolfia, inibidores de MAO, levodopa, imipramina, metildopa, fenotiazina, ACTH, 5-FU, guaiacolato e etanol deve ser suspenso por serem interferentes.

 

ÁCIDO CÍTRICO (SÊMEN)

Material: Líquido seminal.

Conservação/Transporte: Refrigerado

Estabilidade: 3 horas em temperatura ambiente / 7 dias se congelado e centrifugado.

Preparo do paciente: Coletar esperma por masturbação em frasco estéril; não é necessário abstinência sexual. Antes da coleta, urinar e higienizar as mãos e pênis utilizando água e sabão.

O ácido cítrico é produzido pela próstata. Níveis baixos do ácido cítrico correlacionam-se com a liquefação parcial ou ausência de liquido espermático. Os níveis estão reduzidos em casos de prostatites.

 

ÁCIDO CÍTRICO / CITRATO URINÁRIO

Material: Urina de 24 horas / urina isolada

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias acidificado e refrigerado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório.

Comentário e interpretação: O teste é útil na avaliação e seguimento do paciente com nefrolitíase. hipocitratúria primária ou secundária predispõe à formação de cálculos urinários, sendo indicada a correção deste distúrbio pela administração oral de citrato.

 

ÁCIDO CÍTRICO /CITRATO URINÁRIO

Material: Urina de 24 horas / urina isolada

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias acidificado e refrigerado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório.

Comentário e interpretação: O teste é útil na avaliação e seguimento do paciente com nefrolitíase. hipocitratúria primária ou secundária predispõe à formação de cálculos urinários, sendo indicada a correção deste distúrbio pela administração oral de citrato.

 

ÁCIDO DELTA AMINO LEVULÍNICO – ALA-U

Material: Urina amostra isolada / Urina 24 horas

Conservação/Transporte: Refrigerado e protegido da luz.

Estabilidade: 5 dias acidificado, refrigerado e protegido da luz.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório. Anotar medicamentos dos últimos 7 dias e, a critério médico, suspender o uso de medicamentos 3 dias antes

Comentário e interpretação: Exame útil no diagnóstico de porfirias e como teste indireto de exposição e intoxicação por chumbo. O ácido delta amino-aminolevulínico (ALA) é um metabólico intermediário da síntese do anel porfirínico, que é parte integrante da hemoglobina, mioglobina e dos citocromos. O ALA eleva-se durante a fase aguda da porfiria intermitante, da coproporfiria hereditária e da porfiria variegata. Estas doenças apresentam manifestações clínicas bastante semelhantes, caracterizadas por episódios intermitentes de dor abdominal, neuropatia periférica e distúrbios psiquiátricos, muitas vezes precipitados por medicamentos como barbitúricos. O ALA pode ainda achar-se elevado durante a gestação, na tirosenemia hepato-renal e na intoxicação por chumbo. Neste último caso, observa-se ainda elevação das coproporfirinas e o porfobilinogênio mostra-se normal. Em crianças, a determinação do ALA é mais sensível na avaliação de intoxicação por chumbo do que a determinação da plumbemia.

 

ÁCIDO FENILGLIOXÍLICO

Material: Urina amostra isolada.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 15 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório.

Comentário e interpretação: Indicador biológico da exposição ocupacional ao estireno. O estireno é um solvente utilizado na produção de polímeros plásticos, borrachas e resinas, sendo neurotóxico e patotóxixo. Seu metabolismo é hepático, tendo como metabólicos urinários principais o ácido mandélico e o ácido fenilglioxílico.

 

ÁCIDO FÓLICO

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabiliadde: 4 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. Não ingerir bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem o exame. A critério do médico assistente, suspender, se possível, methotrexate e antagonistas de ácido fólico 7 dias antes do exame

Comentário e interpretação: O folato (ácido fólico) é importante para a manutenção da hematopoiese e para o desenvolvimento normal do feto. Sua deficiência acarreta anemia megaloblástica e, caso ocorra durante a gestação, pode levar a má formação fetal, especialmente defeito do fechamento do tubo neural (meningomielocele e anencefalia). A concentração de folato nas hemácias retrata melhor a condição nutricional do indivíduo do que sua concentração sérica. A deficiência de folato é, em geral, conseqüente a déficit de ingestão e encontrada com mais freqüência na gestação e no alcoolismo crônico. A hemodiálise e drogas como fenitoína, barbitúricos, valproato e nitrofurantoína, podem ocasionar deficiência do folato. Finalmente pode haver expoliação de folato em hepatopatias, anemias hemolíticas, talassemia e neoplasias. Por terem estrutura química semelhante à do ácido fólico, o ácido folínico (Leucovorin) e o methotrexate podem falsamente elevar os níveis de ácido fólico.

 

ÁCIDO FÓLICO NAS HEMÁCEAS

Material: Sangue total (heparina / EDTA)

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 3 dias refrigerado protegido da luz

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação:. Folatos são uma classe de compostos de vitamina relacionados ao ácido pteroilglutâmico (PGA) que servem como co-fatores na transferência enzimática de unidades simples de carbono em uma variedade de caminhos metabólicos. Os folatos são necessários para a síntese do ácido nucléico e da proteína mitocondrial, metabolismo de aminoácido e outros processos celulares que envolvem as transferências simples de carbono. Os folatos podem servir como doadores ou receptores de carbono. A deficiência de folato, chamada de hiperhomocisteinemia é considerada um fator de risco fundamental para a trombose arterial. Na deficiência do folato, as células com amior atividade mitótica, como as células hematopoiéticas, são as mais afetadas pela alteração da síntese de DNA, o que leva ao desenvolvimento da anemia megaloblástica, embora, todas as células da hematopoiése são afetadas.

 

ÁCIDO HIPÚRICO

Material: Urina amostra isolada.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 15 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório.

Comentário e interpretação: Exame útil para a monitorização de indivíduos profissionalmente expostos ao tolueno.

 

ÁCIDO HOMOGENTÍSICO

Material: Urina amostra isolada.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 2 horas em temperatura ambiente / 2 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório.

Comentário e interpretação: Exame útil no diagnóstico da alcaptonúria, que é uma das causas da artrite. A alcaptonúria é uma doença hereditária rara, na qual o ácido homogentísico, um intermediário na metabolização da fenilalanina e da tirosina, não pode ser metabolizado. Isto acarreta a tríade de acidúria homogentísica, artrite e ocronose (deposição de pigmento de cor ocre em diversos tecidos, principalmente cartilagens). A artrite é em geral de aparecimento tardio e pode cursar com períodos de agudização semelhantes aos observados na artrite reumatóide. Radiologicamente, assemelha-se às osteoartrites. Na alcaptonúria, a urina pode escurecer quando exposta ao ar por algumas horas. Este fato também pode ser observado na melanúria e em decorrência da presença de fenóis e ingestão de salicilato e metil-DOPA.

 

ÁCIDO LÁTICO / LACTATO

Material: Plasma / fluoreto de sódio.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. A pedido médico pode ser feito em sangue arterial.

 

ÁCIDO MANDÉLICO

Material: Urina amostra isolada.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 15 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório.

Comentário e interpretação: Indicador biológico da exposição ocupacional ao estireno e ao etilbenzeno. O estireno é um solvente utilizado na produção de polímeros plásticos, borrachas e resinas, sendo neurotóxico e hepatotóxico. Seu metabolismo é hepático, tendo como metabólicos urinários principais o ácido mandélico e o ácido fenilglioxílico.

 

ÁCIDO METIL HIPURICO

Material: Urina amostra isolada.

Conservação/Transporte: Refrigerado

Estabilidade: 15 dias refrigerado

Preparo do paciente: Retirar frascos e instrulões no laboratório.

Comentário e interpretação: Exame útil para a monitorização de indivíduos profissionalmente expostos ao xileno

 

ÁCIDO METILMALÔNICO

Material: Soro / Urina recente

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 2 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: Utilizado para estabelecer esse diagnóstico e igualmente para acompanhar pessoas com determinados erros inatos do metabolismo bastante raros, como acidemia metilmalônica e defeitos do metabolismo da B12. A deficiência da vitamina B12 pode ser provocada por dieta vegetariana estrita, déficit nutricional, gastrite atrófica, doenças inflamatórias intestinais, entre outras causas, e ocasiona problemas neurológicos que podem se tornar irreversíveis se não forem adequadamente tratados. Produzido pela degradação de certos aminoácidos, do colesterol, de alguns ácidos graxos e de pirimidinas, o ácido metilmalônico se transforma em ácido succínico pela ação da enzima metilmalonil-CoA mutase, que tem a vitamina B12 como co-fator essencial. O fato é que, na prática, esse ácido é considerado um marcador mais sensível de deficiência de B12 do que a própria dosagem da cobalamina, uma vez que retrata melhor os teores intracelulares dessa vitamina, lém de ser mais estável e abundante.

 

ÁCIDO OXÁLICO (OXALATO)

Material: Urina 24 horas / urina amostra isolada.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias acidificado e refrigerado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório. Nos 3 dias que antecedem o exame e durante a coleta da urina, não ingerir vitamina C, na forma de cristais, cápsulas ou qualquer formulação farmacêutica. Informar o uso de medicamentos.

Comentário e interpretação: Em condições normais, o oxalato urinário é derivado da dieta, do metabolismo do ácido ascórbico e da glicina. A administração de doses elevadas de ácido ascórbico (vitamina C) pode causar elevação nos níveis urinários. Na hieroxalúria primária, os valores situam-se entre 00 e 600 mg/24horas. A hiperoxalúria secundária é devida a doenças intestinais, enterocolite, redução do intestino delgado, etc. Nestes casos, a excreção é, em geral, entre 60 e 100 mg/24horas. O teste é útil na avaliação do paciente com nefrolitíase. Hiperoxalúria primária ou secundária podem ser causas de formação de cálculos urinários. Níveis elevados são encontrados na intoxicação por polietilenoglicol.

 

ÁCIDO TRANSMUCÔNICO

Material: Urina amostra isolada.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 10 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório. Próximo aos dias da coleta, manter dieta isenta de alimentos que contenham ácido ascórbico. Coletar a partir do 3º dia de exposição

Comentário e interpretação: Indicador biológico da exposição benzeno. As fontes de contaminação ocupacional são as industrias de síntese química e petroquímica. Indicador mais sensível que o fenol.

 

ÁCIDO TRICLOROACÉTICO

Material: Urina amostra isolada.

Conservação/Transporte: Refrigerado

Estabilidade: 6 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório

Comentário e interpretação: Indicador biológico da exposição ao tetraclorotileno, usado no desengraxamento de peças metálicas, em lavagens a seco e na indústria têxtil.

 

ÁCIDO ÚRICO

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 5 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: Exame útil no diagnostico das hiperuricemias, como as encontradas na gota e na calculose e nefropatia úricas, na insuficiência renal, em neoplasias, leucemias, linformas, mieloma, policitemia, toxemia da gravidez, psoriase e glicogenose tipo 1. Associa-se com hiperlipidemia, obesidade, diabetes, ingestão de álcool, acromegalia, sarcoidose e hipertensão. O acido úrico e o metabólico final das purinas no ser humano. Sua excreção e via urinária e o nível sérico depende do equilíbrio entre ingestão, síntese endógena, filtração glomerular e manuseio tubular, que possui sistemas complexos de reabsorção e excreção. Não ha correlação entre nível sérico e urinário de acido úrico. Encontra-se aumentado na gota, calculose e nefropatias úricas, insuficiência renal, neoplasias, leucemias, linfomas, polcitemia. Encontra-se diminuído em situações como síndrome de fanconi, doença de Wilson, secreção inapropriada de hormônios antidiuréticos. Diminui ainda sob efeito de drogas como allopurinol, aspirina em altas doses, contrastes radiológicos, altas doses de vitamina c.

 

ÁCIDO ÚRICO URINÁRIO

Material: Urina 24 horas / Urina amostra isolada

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório.

Comentário e interpretação: O teste é útil no diagnóstico das hiperuricosurias, encontrado sua indicação principal na propedêutica do paciente calculoso. A hiperuricosuria ocorre, isolada ou associada a outros distúrbios metabólicos, em cerca de 15% dos pacientes com calculose. Dietas ricas em purinas cursam com aumento da uricosuria, nem sempre acompanhada de hiperuricemia. Alias, não há correlação entre níveis de ácido úrico sérico e urinário. Excreção urinária elevada de ácido úrico ocorre com frequência em pacientes formadores da cálculos urinários compostos por ácido úrico, oxalato de cálcio mistos.

 

ÁCIDO VALPRÓICO

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabildade: 14 dias refrigerado

Preparo do paciente: Estar pelo menos há 2 dias com dosagem estável da medicação. A coleta deve ser feita antes da próxima dose ou a qualquer tempo, quando houver suspeita de intoxicação. Informar o nome do medicamento e o horário da última dose tomada. Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: Exame útil no seguimento de epiléticos com crises mal controladas ou mostrando sinais de intoxicação. Contribui para diagnosticar falta de adesão ao tratamento. O ácido valpróico tem sido utilizado no tratamento de epilepsia. O valproato tem meia vida de 8 a 12 horas, que pode prolongar-se com a ingestão de álcool. Quando em níveis tóxicos, pode ocorrer sonolência, vômitos repetidos e tremores. Entre seus efeitos colaterais não relacionados a dosagem estão dor abdominal, queda de cabelo, ganho excessivo de peso, plaquetopenia, pancreatite e falência hepática aguda. O uso prolongado de valproato pode ocasionar hiperamonemia e deficiência de carnitina e acido fólico.

 

ÁCIDO VANIL MANDÉLICO

Material: Urina 24 horas.

Conservação/Transporte: Refigerado.

Estabilidade: 5 dias acidificado e refrigerado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório. Informar medicamentos em uso nos últimos 7 dias.

Comentário e interpretação: O ácido vanil mandélico e o metabólito final comum das catecolaminas adrenalina e norodrenalina e sua excreção urinária está aumentada em pacientes portadores de feocromocitoma, ganglioneuroma e neuroblastoma. Em cerca de 20 a 30% dos neuroblastomas, a dosagem de vma pode ser normal, mas na maioria das vezes são encontradas alterações de outros parâmetros laboratoriais que permitem o diagnóstico: catecolaminas e metanefrinas, por exemplo. A triagem para feocromocitoma recomendada consiste na dosagem de metanefrinas e vma na urina. A dosagem de catecolaminas urinárias deve ser deixada para uma abordagem posterior. Todos os métodos disponíveis estão sujeitos a variações e interferências, tais como drogas que inibem a atividade da enzima responsável pelo metabolismo do vma (monoaminoxidase), l-dopa. Em outras doenças graves, tais como choque, insuficiência respiratória e neoplasias podem ser observados valores elevados.

 

ÁCIDOS BILIARES

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 3 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum obrigatório de 12 horas

Comentário e interpretação: Indicações de realização do exame na dosagem dos ácidos biliares séricos:

– Avaliação da função hepática, antes da formação dos sinais clínicos de doença avançada.

– É um indicador da melhora histológica hepática em pacientes com hepatite crônica C, que estão respondendo ao tratamento com Interferon.

– Marcador de colestase intra-hepática na gravidez.

– Avaliação da variação habitual no jejum e no pós-prandial.

– A eficiência do clearance hepático de ácidos biliares no sangue portal, mantém suas concentrações séricas em níveis baixos em pessoas normais.

– Níveis elevados em jejum, devido à redução do clearance hepático, é um indicador sensível de doença hepática.

– Em pessoas sadias, os níveis de ácidos biliares séricos aumentam apenas ligeiramente após uma refeição.

– Em pacientes com doenças hepáticas diversas a elevação é acentuada, como na cirrose hepática, hepatites, colestase, trombose da veia porta, síndrome de Budd-Chiari, colangite, doença de Wilson, e hemocromatose.

– Pode-se fazer a exclusão de doenças de má absorção intestinal e doenças hepáticas metabólicas, como por exemplo Doença de Gilbert, Síndrome de Crigler-Najjar e Dubin-Johnson, quando não há qualquer elevação no pós-prandial.

 

ÁCIDOS GRAXOS

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado

Estabilidade: 3 meses congelado.

Preparo do paciente: Jejum de 12 horas, não ingerir bebidas alcoolicas.

Comentário e interpretação: avaliação do perfil lipídico do paciente. Os ácidos graxos são os principais constituintes dos triglicérides e fosfolípides. Podem ser de cadeia curta, média ou longa, e geralmente são compostos de cadeias carbônicas em série e com números pares de carbono. Dependendo do número de lIgAções duplas, podem ser divididos em saturados (sem duplas lIgAções), monoinsaturados e poliinsaturados. Acredita-se que dietas mais ricas em poliinsaturados são mais saudáveis e menos associadas a hiperlipidemias. Qualquer distúrbio causador de liberação excessiva de hormônios lipoativos (adrenalina, noradrenalina, ACTH, tirotropina, HGH e glucagon, por exemplo) pode induzir mudanças nos níveis séricos de ácidos graxos livres. A deficiência insulínica que ocorre nos diabéticos, jejum prolongado e outras condições cetóticas também pode estar associada ao aumento dos ácidos graxos no plasma. A presença de altas concentrações de ácido ascórbico na amostra pode interferir negativamente na metodologia empregada.

 

ÁCIDOS ORGÂNICOS

Material: Urina amostra isolada.

Conservação/Transporte: Refrigerado

Estabilidade: 30 dias congelado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório

Comentário e interpretação: Teste de triagem para deficiência de hidrocarboxilase sintetase, biotinidase e outras carboxilases; identificação da causa de acidose metabólica com ânion gap aumentado, especialmente quando se suspeita de uma acidemia orgânica genética. A natureza e a quantidade dos ác. org. detectados usualmente permite a identificação completa do tipo de acidemia orgânica presente, ou restringe a pequeno número de possíveis entidades patológicas. Ác. org. anormais são vistos em acidoses lácticas não genéticas e cetoacidoses, o que sugere cuidados na interpretação dos resultados em relação com outras condições clínicas. Em alguns distúrbios raros (ex. tirosinemia tipo I, doença de Caravan), ác. org. anormais estão presentes na ausência de acidose metabólica.

 

ADENOSINA DEAMINASE

Material: Líquidos ascítico, pleural, pericárdico, líquor ou soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 2 dias refrigerado / 7 dias congelado.

Preparo do paciente: Coleta realizada somente por procedimento médico em caso de líquido cavitários. Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: O teste e útil no diagnóstico etiológico dos derrames pleurais, pericárdios e ascites. A enzima adenosina-deaminase (ADA), que catalisa a conversão de adenosina em inosina, e produzida e liberada por linfócitos e macrófagos durante a resposta imune celular. Valores de ADA superiores a 40 u/l em líquido pleural, pericárdico ou ascítico sugerem etiologia tuberculosa. Nesses exudatos, os valores acima de 40 u/l apresentam sensibilidade de 100% e especificidade de 92% no diagnóstico da tuberculose. Em líquido cefalorroquidiano, valores acima de 9 u/l sugerem, fortemente, o diagnóstico de tuberculose (sensibilidade de 100% e especificidade de 92%).

 

ADENOVÍRUS PESQUISA NAS FEZES

Material: Fezes

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: Diagnóstico nas fezes de infecção por Adenovírus. Pelo menos 12 tipos têm sido associados a diferentes síndromes clínicas. Infecções assintomáticas podem dificultar a interpretação. Títulos aumentados: contato prévio com Adenovírus (sintomático ou não). Títulos diminuídos: imunodeficiências severas, contato muito recente.

 

ADENOVIRUS, ANTICORPOS IgG IgM

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabildade: 7 dias refrigerado / 3 meses congelado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: Exame útil no diagnostico de infecções por adenovírus. Infecções por adenovírus acontecem principalmente em crianças e podem apresentar diferentes quadros clínicos, dependendo da principal localização do vírus no organismo. Doença respiratória aguda, conjuntivite aguda folicular, cistite hemorrágica, principalmente em crianças do sexo masculino, e gastrenterites são as manifestações clínicas mais freqüentes. O diagnóstico da infecção aguda feito pela comparação de títulos entre duas amostras pareadas, colhidas com intervalo de duas semanas. Um aumento de 2 vezes ou mais nos títulos das duas amostras indica infecção aguda.

 

ADIPONECTINA

Material: Soro

Conservação: Congelado.

Estabilidade: Até 7 dias congelado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

Comentário e interpretação: Adiponectina é um hormônio protéico que modula vários processos metabólicos, incluindo a regulação da glicemia e o catabolismo de ácidos graxos. A adiponectina é exclusivamente secretada do tecido adiposo na corrente sanguínea e seus níveis no plasma sanguíneo estão inversamente relacionados com o percentual de gordura corporal em adultos, enquanto esta associação não está bem definida em crianças. Este hormônio tem um papel na supressão de eventos metabólicos que podem causar Diabetes tipo 2, obesidade, aterosclerose, Doença hepática gordurosa não alcoólica, e Síndrome Metabólica.

 

ADN POLIOMA VIRUS JC

Material: Liquor.

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Coleta realizada somente por procedimento médico, O Lanac apenas recebe a amostra.

 

ADRENALINA

Material: EDTA/plasma

Conservação/ Transporte: Refrigerado

Estabilidade: 20 dias congelado.

Preparo do paciente: Jejum obrigatório de 8 horas.

 

ADRENOCORTICOTROFICO – ACTH

Material: Plasma / EDTA.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 30 dias congelado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. Colher pela manhã, de preferência entre 7 e 10 horas ou conforme solicitação médica. Informar os medicamentos em uso nos últimos 30 dias, em especial hormônios glicocorticóides.

Comentário e interpretação: As principais indicações do exame são no diagnóstico diferencial da síndrome de Cushing (hipercortisolismo endógeno) e da insuficiência adrenal. Também é útil no acompanhamento de pacientes em uso de glicocorticóides para supressão de hiperfunção adrenal seletiva, por defeito de síntese. O ACTH, corticotrofina ou hormônio adrenocorticotrófico, um peptídeo de 39 aminoácidos produzidos pela hipófise anterior, e o principal responsável pelo controle da produção de esteroides pelo córtex adrenal. A produção de ACTH pela hipófise esta sujeita a vários fatores que agem por via hipotalâmica ou diretamente na hipófise. O hipotálamo atua principalmente via produção do hormônio liberado de corticotrofina (crh), cuja secreção é sujeita a uma série de estímulos como estresse (físico ou emocional), ritmo cicardiano e hipoglicemia. A atuação do ACTH na córtex adrenal se faz de uma maneira abrangente, de modo que todas as três camadas são estimuladas, aumentando a produção de aldosterona, cortisol e androgênios adrenais. O cortisol é o principal controlador na produção de ACTH, na forma de um ‘feed back’ negativo. Em condições normais, um excesso de cortisol ou um glicocorticóide sintético induz a supressão na produção de ACTH endógeno. O ACTH apresenta um ritmo de secreção característico do cortisol. No caso do diagnóstico diferencial da síndrome de Cushng, a dosagem de ACTH é de fundamental importância para a distinção entre doença de cushing (conseqüentemente a tumor hipofisário produtor de ACTH), onde está elevado e tumor primário da adrenal, em que a produção de ACTH estará suprimida. Nos casos de síndrome de Cushing conseqüentes a produção de ectópica de ACTH por tumores (principalmente de pulmão) os níveis de ACTH podem ser extremamente elevados. Nos casos de insuficiência adrenal, a dosagem de ACTH plasmático é extremamente útil no diagnóstico diferencial entre insuficiência primária, quando os níveis serão elevados, e secundária, onde serão baixos. Metapirona pode aumentar e dexametasona e outros glicocorticóides sintéticos podem diminuir os níveis plasmáticos de ACTH.

 

ALBUMINA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 5 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. Realizar a coleta pela manhã.

Comentário e interpretação: Exame útil na avaliação do estado nutricional e capacidade de síntese hepática. Em algumas situações clínicas o conhecimento dos níveis de albumina suficiente até pode oferecer algumas vantagens em relação a proteína total (na avaliação de ascite e/ou derrame pleural, por exemplo). Indivíduos cronicamente submetidos à dietas com baixo conteúdo protético e pacientes com insuficiência hepática apresentam níveis séricos de albumina abaixo da normalidade. Pacientes com perda renal de proteínas também podem apresentar hipoalbuminemia.

 

ALBUMINA (LÍQUIDO PLEURAL)

Material: Líquido pleural.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Coleta realizada somente por procedimento médico. O exame é feito somente com Material enviado até 6 horas após coleta.

 

ALBUMINA (LÍQUIDOS BIOLÓGICOS)

Material: Líquido pleural / Liquor / Liquidos biológicos

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 4 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Coleta realizada somente por procedimento médico.

Comentário e interpretação: Exame útil no diagnóstico diferencial entre transudatos e exsudatos. Em algumas situações clínicas o conhecimento dos níveis de albumina é suficiente e até pode oferecer algumas vantagens em relação à proteína total.

 

ALDOLASE

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: O teste é útil no diagnóstico e seguimento de miopatias. Níveis muito elevados podem ser encontrados na distrofia muscular progressiva. Encontra-se aumentada também em outras miopatias, incluindo dermatopolimiostes. Valores elevados podem ainda ser encontrados em certas hepatopatias, infarto do miocárdio e neoplasias.

 

ALDOSTERONA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. Informar medicamentos em uso como indicados para pressão e diuréticos.

Comentário e interpretação: Sua determinação é útil no diagnóstico do hiperaldosteronismo e do hipoaldosteronismo associado à doença de Addison. O exame é útil ainda, no diagnóstico da síndrome de Bartter, nos casos de hipoaldosterismo hiporreninemico e de pseudose-hipoaldosterismo. A aldosterona é produzida pelas células da zona glomerulosa do córtex adrenal, sendo o principal mineralocorticóide. Na doença de Addison pode ser detectado hipoaldosteronismo. No hiperaldosteronismo primário (síndrome de Conn, adenoma de suprarrenal), os níveis encontrados são elevados, juntamente com níveis baixos ou indigitáveis de renina plasmática. Os níveis plasmáticos podem se alterar em função do conteúdo de sal da dieta, com o uso de drogas (diuréticos) e com a postura. Para localização de tumores podem ser colhidas amostras por cateterismo venoso.

 

ALDOSTERONA URINÁRIA

Material: Urina 24 horas.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 3 dias acidificada e refrigerada.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório. Anotar medicamentos hipotensores e diuréticos dos últimos 30 dias. Informar uso de dieta hipossódica. Não realizar com menos de 48 horas após uso de contraste radiológico. Não fazer esforço físico durante coleta

Comentário e interpretação: A principal indicação clínica da sua determinação é no diagnóstico do hiperaldosteronismo primário (síndrome de Conn, adenoma de suprarenal) ou secundário. A aldosterona é um hormônio esteroide produzido pelas células da zona glomerulosa do córtex adrenal, sendo principal mineralocorticóide. Níveis aumentados são encontrados no hiperaldosteronismo. O conteúdo de sal da dieta, postura e uso de drogas, principalmente diuréticos, podem interferir.

 

ALFA 1 ANTI-TRIPSINA NAS FEZES

Material: Fezes

Conservação/Transporte: Refrigerado

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Coleta das fezes sem laxantes. Amostras com mais de 72 horas, mesmo sendo refrigeradas não é apropriada para o teste. Não utilizar supositórios 3 dias antes da coleta.

Comentário e interpretação: Marcador da presença de proteínas plasmáticas no trato gastrointestinal Útil no diagnóstico de perda protéica intestinal , estando elevada na doença inflamatória intestinal, doença celíaca, Síndrome de Menetrier, linfomas do tubo digestivo, linfangectasia intestinal. Na presença de lesão da mucosa intestinal com perda de proteínas plasmáticas, a alfa 1 antitripsina fecal se eleva.

 

ALFA 1 ANTITRIPSINA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: Exame útil no auxílio diagnóstico de deficiências de alfa-1 antitripsina. A alfa-1 antitripsina (AAT) é uma enzima inibidora de proteases, produzida por hepatócitos e macrófagos. A elastase é seu principal substrato, particularmente no trato respiratório inferior. A deficiência de AAT se associa com hepatopatia na infância e doença pulmonar no adulto. Há pelo menos 60 fenótipos de AAT já identificados e, do ponto de vista genético, a variabilidade pode ser ainda maior. O fenótipo mais comum é o M, sendo que 90% da população caucasóide é MM. A deficiência de AAT usualmente se associa com o fenótipo Z (ZZ), embora fenótipos como SS e SZ também possam ser encontrados em associações com

níveis reduzidos de AAT. Nestes casos somente uma parte dos pacientes desenvolve hepatopatia e pneumopatia. No fenótipo Z não há secreção da AAT pelos hepatócitos. Em situações raras, ocorre ausência total de síntese de AAT.

 

ALFA 2 MACROGLOBULINA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

ALFA FETOPROTEÍNA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 4 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. As gestantes devem informar o mês de gestação. O exame deve ser realizado preferencialmente entre a 15° e 21° semanas. Quando o pedido de alfa fetoproteínas for acompanhado de dosagem de gonadotrofina coriônica

para avaliar riscos de anomalias fetais, é feito perfil para avaliação do risco de anomalias fetais (teste quádruplo).

Comentário e interpretação: Sua principal utilidade é no acompanhamento de pacientes com tumores hepáticos e testiculares. Em gestantes pode ser utilizado como indicador de anomalias de tubo neural e trissomias. É um marcador de tumores hepáticos (hepatomas) e testiculares. Durante a gestação pode ser empregado como indicador de possível anomalia de tubo neural aberto (valor elevados) ou de trissomias (valores baixos). Para tal, amostras de sangue materno devem ser colhidas entre a 15ª e 21ª semana de gestação.

 

ALFA FETOPROTEINA, DOSAGEM, LÍQUOR

Material: Líquor.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 3 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Coleta realizada somente por procedimento médico, apenas enviado ao laboratório.

Comentário e interpretação: Pode ser útil na investigação da presença de tumores no sistema nervoso central

 

ALFA GALACTOSIDASE

Material: Sangue total (heparina)

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: Até 24 horas

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório, exame coletado apenas segunda e terça feira

Comentário e interpretação: alfa-galactosidase é uma enzima presente nos lisossomos que atua no catabolismo de glicoesfingolípides. A deficiência desta enzima causa a doença de Fabry, que se caracteriza como uma doença genética (de herança recessiva ligada ao X), hereditária, crônica, progressiva e multissistêmica. Do ponto de vista clínico, a doença de Fabry se manifesta na infância e adolescência com intensas dores espontâneas em extremidades, ectasias vasculares (angioqueratomas) na pele e mucosas, hipoidrose e opacificação de córnea e cristalino. Anteriormente, surgem sinais decomprometimento da função renal (hipoestenúria e proteinúria), com evolução para hipertensão arterial e insuficiência renal. Recentemente, foi introduzido tratamento da doença de Fabry por meio de reposição enzimática

 

ALFA GLICOPROTEÍNA ÁCIDA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 3 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

Comentário e interpretação: Exame útil no diagnóstico e seguimento de processos inflamatórios. A alfa-1-glicoproteína ácida é uma proteína de baixo peso molecular, bastante filtrada, com meia vida de 5 dias. Funciona como proteína de fase aguda positiva (encontra-se elevada na vigência de processos infecciosos e/ou inflamatórios) e sua função biológica não é conhecida. É um dos melhores indicadores de atividade inflamatória. Aumenta na artrite reumatóide, na LER, na ileíte de Crohn, em neoplasias, sobretudo metastáticas, queimaduras, trauma, infarto do miocárdio, estados associados com proliferação celular exagerada e após exercícios físicos violentos. Diminui na desnutrição, em hepatopatias severas, enteropatias com perda protéica e na gravidez. Sua determinação em derrames cavitários pode ser útil: os níveis são baixos em transudatos, intermediários em exsudatos inflamatórios e elevados em exsudatos por neoplasias.

 

ALFA HIDROXIBUTIRATO DESIDROGENASE

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: Isoenzima HBDH é um lactato desidrogenase (LDH). As concentrações mais elevadas de HBDH encontram-se no músculo do coração. O HBDH é observado elevados no infarto do miocárdio, anemias megaloblásticas e hemolíticas. O diagnóstico clínico deve ser feito tendo em vista os dados clínicos e laboratoriais do paciente.

 

ALUMÍNIO

Material: Soro / Tubo desmineralizado.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: Principal utilização da dosagem do alumínio encontra-se nos pacientes com insuficiência renal crônica em hemodiálise. Nestes, a falha da depuração renal, associada a medicamentos e líquido dialítico contendo o metal podem acarretar encefalopatia, doença óssea resistente a vitamina D e anemia microcética.

 

ALUMÍNIO URINÁRIO

Material: Urina amostra isolada / Urina 24 horas

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório.

Comentário e interpretação: Monitoramento de toxicidade do alumínio em pacientes sob risco. O alumínio é um dos elementos de maior prevalência na crosta terrestre. As formas de contaminação mais importantes são a ingestão e a entrada via parenteral

 

ALZHEIMER BIOMARCADORES

Material: Liquor

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: Até 20 dias congelado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: Os valores em conjunto da proteína beta amilóide e proteína tau, permitem discriminar a doença de Alzheimer de outras doenças patológicas. Estima-se que em torno de 10% dos indivíduos acima de 65 anos tenham a doença de Alzheimer e esta frequência aumenta a medida que a pessoa envelhece. O exame no líquor (LCR) mostra aumento dos teores de proteína tau e sua forma hiperfosforilada, fosfo-tau. A proteína tau presente no interior dos neurônios, pode também, estar elevada em outros processos neurodegenerativos, acidente vascular cerebral e quadros encefalíticos infecciosos, sendo a forma fosfo-tau a mais específicas dos emaranhados neurofibrilares e das placas senis, característicasanátomo patológicas da doenças de Alzheimer. Também é observada, na doença de Alzheimer, a diminuição dos teores de AB 42. Estudo prospectivo recente mostra que o aumento da proteína tau associado a diminuição de AB 42 tem um alto valor preditivo para doença de

Alzheimer. Pode-se também observar o aumentos dos níveis de marcadores do stress oxidativo, como 8 hicroxiguanina (8hg) e da proteína AD7c.

 

AMEBÍASE, PESQUISA ANTICORPOS

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado / 3 meses congelado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

Comentário e interpretação: A infecção pela Entamoeba histolytica pode ser assintomática, causar doença invasiva intestinal ou doença extra-intestinal. Falsos positivos podem ocorrer em pacientes com colite ulcerativa. Títulos de anticorpos podem ser detectados por mais de 6 meses após tratamento eficaz.

 

AMILASE

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

Comentário e interpretação: A determinação da amilase no soro é útil no diagnóstico de pancreatites e parotites. Aumentos também são encontrados em infartos ou perfuração intestinal, peritonites, gravidez, ectópica apendicite, doenças de vias biliares, cetoacidose diabética, alguns tumores pulmonares ou ovarianos, traumas e queimaduras. Na insuficiência renal há aumentos mas raramente chegando a níveis 3 vezes superiores ao normal.

 

AMILASE LÍQUIDO PLEURAL

Material: Líquido pleural.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Coleta realizada somente por procedimento médico. Material enviado ao laboratório.

 

AMILASE LÍQUIDOS

Material: Líquidos biológicos

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Coleta realizada somente por procedimento médico, Material enviado ao laboratório.

Comentário e interpretação: Exame útil no diagnóstico de pancreatites e perfurações do esôfago. Valores elevados no líquido pleural ocorrem em perfurações do esôfago ou na pancreatite, com formação de fístula. Nos líquidos cavitários o valor deve ser pelo menos 3 vezes superior ao do soro para ter significado diagnóstico.

 

AMILASE URINÁRIA

Material: Urina 24 horas

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Retirar frasco e instruções no laboratório.

Comentário e interpretação: O teste é a medida da relação depuração de amilase/depuração de creatinina. O teste é útil no diagnóstico da pancreatite aguda, em que relação se encontra aumentada, e das macroamilasemias em que se encontra diminuída. No diagnóstico da pancreatite o teste não é específico, pois a relação aumenta também na insuficiência renal, perfuração duodenal, com uso de grandes doses de corticóides, na toxemia da gravidez, após cirurgia abdominal, no câncer pancreático e na hemoglobina.

 

AMINOÁCIDOS EM URINA

Material: Urina 24 Horas.

Conservação/Transporte: Refrigerado

Estabilidade: 10 dias congelado

Preparo do paciente: Retirar frascos e instruções no laboratório.

Comentário e interpretação: Diagnóstico de defeitos na metabolização ou transporte de aminoácidos, além de defeitos do ciclo da uréia. Valores aumentados: diabetes mellitus com cetose, malabsorção, síndrome de Reye, falha renal aguda e crônica, eclampsia, aminoacidemias específicas, choque. Valores diminuídos: hiperfunção adrenocortical, Coréia de Huntington, síndrome nefrótica, artrite reumatóide, pancreatite aguda, glomerulonefrite, doença de Hartnup.

 

AMIODARONA E METABÓLITOS

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 30 dias em temperatura ambiente

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: O cloridrato de amiodarona é um antiarrítmico com efeito predominante da classe III. É eficaz na prevenção ou supressão de arritmias experimentalmente induzidas. A atividade terapêutica é obtida em 1 semana após início da administração do medicamento (variando de alguns dias a 2 semanas).

 

AMÔNIA

Material: Plasma / Heparina sódica.

Conservação/Transporte: Congelado.

Preparo do paciente: Paciente deve abster-se do fumo por 12 horas antes da coleta.

 

AMP CÍCLICO NEFROGÊNICO

Material: Urina 24 horas.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Informar os medicamentos em uso nos últimos 15 dias. VERIFIQUE INSTRUÇÕES.

 

ANÁLISE DNA DO GENE ECA

Material: Sangue total EDTA

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não é necessário.

Estabilidade da amostra: Até 7dias refrigerado

Comentário e interpretação: O polimorfismo de inserção/deleção (I/D) da enzima conversora de angiotensina (ECA) é baseado na presença ou ausência de um elemento de 287 pb no íntron 16 no cromossomo 17. O nível das enzimas da ECA na circulação depende do polimorfismo inserção/deleção (I/D). Os homozigotos para o alelo delecionado (DD) têm níveis séricos da ECA mais altos (na média) que os homozigotos para o alelo de inserção (II), enquanto que os heterozigotos (ID) têm níveis intermediários. O efeito genético implica em uma variabilidade entre 28-47 % do total da ECA no soro. O efeito da modificação do polimorfismo de inserção/deleção do gene ECA é relacionado à predisposição individual e familiar a certas doenças cardiovasculares, diabetes, transplante renal e/ou insuficiência renal. Além disso, esta descoberta recebeu muita atenção na pesquisa farmacogenética porque as variações observadas em resposta aos inibidores da ECA podem estar associadas a este polimorfismo. Os resultados do estudo ajudam os médicos sobre o potencial farmacogenético para individualizar o tratamento inibidor da ECA.

 

ANÁLISE DNA POR PCR PAI-1

Material: Sangue total EDTA

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

Estabilidade: Até 5 dias refrigerado

Comentário e interpretação: O polimorfismo de inserção/deleção (4G/5G)no promotor do gene do inibidor do ativador de plasminogênio tipo 1 (PAI-1) tem sido reportado como resultado de elevada expressão do gene PAI-1. Notadamente, indivíduos homozigotos para o alelo 4G têm concentrações elevadas da expressão do gene PAI-1 quando comparados com indivíduos que possuem o alelo 5G.

Indivíduos portadores do alelo 4G, principalmente quando associados a outros fatores de risco, possuem risco aumentado de infarto do miocárdio e eventos tromboembólicos. Altas concentrações de PAI-1 foram encontradas em mulheres com aborto precoce de causa desconhecida.

 

ANÁLISE MICROBIOLOGICA DA ÁGUA

Material: Água.

Conservação/Transporte: Refrigerada.

Estabilidade: 7 dias em temperatura ambiente.

Preparo: 100 ml de H20 coletados em frasco estéril.

Comentário e interpretação: Contactar bioquímico/biomédico da central para realização do exame.

Realizada análise microbiológica

 

ANDROSTENEDIONA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 4 dias refrigerado / 2 meses congelado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. Anotar os medicamentos em uso nos últimos 30 dias, em especial o uso de hormônios esteroides.

 Comentário e interpretação: Exame útil na avaliação de síndromes hiperandrogênicas (hirsutismo) e seguimento de tratamento de pacientes portadores de defeito de 21-hidroxilase. A androstenediona é um esteroide androgênico produzido córtex adrenal e gônadas em parte aproximadamente iguais. Valores elevados são compatíveis com aumento de produção androgênica pelos ovários ou adrenais. Os valores variam conforme o estágio puberal. Sua produção encontra-se aumentada nos casos de síndrome de Ashing, hiperplasia adrenal congênita, síndrome de ovário policístico, concentração é reduzida e encontrada na Doença de Addison.

 

ANFETAMINAS

Material: Urina, amostra isolada.

Conservação/Transporte: Refrigerada.

Estabilidade: 3 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Coleta realiza no laboratório com a supervisão de funcionário do Lanac.

 Comentário e interpretação: O exame é útil em casos de suspeita de abuso medicamentoso. A presença de anfetaminas na urina é detectada por técnica imunocromatográfica. Se o resultado for positivo poderá ser quantificada por outras técnicas. A anfetamina na urina é encontrada em concentrações quantificáveis a partir de 3 horas após o uso e mantem-se positivo por 48 horas após o uso.

 

ANGIOTENSINA CONVERTASE

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Não há necessidade de jejum.

Comentário e interpretação: Exame útil no diagnóstico de sarcoidose e seguimento terapêutico. A enzima conversora da angiotensina (ECA) é produzida predominantemente no pulmão. Converte a angiotensina I em II. Esta última tem efeito vasopressor e é trófica para células da suprarrenal, controlando a produção da aldosterona. A ECA está aumentada no soro de pacientes com sarcoidose e os níveis dependem da severidade da doença. Com o tratamento, os níveis de ECA tendem a diminuir, portanto, podem ser utilizados para acompanhamento dos pacientes. Aumenta também em

situações como doença de Gaucher, hanseníase, hipertireoidismo, psoríase, diabete melito, amiloidose, doença hepática alcoólica, cirrose biliar primária, mieloma, asbestose e silicose.

 

ANTI 21 HIDROXILASE

Material:Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum mínimo 4 horas.

 

ANTI CÉLULAS PARIETAIS

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum obrigatório de 8 horas, intervalo entre mamadas para lactantes.

 

ANTI ENA RNP

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 8 a 12 horas, intervalo entre mamadas para lactantes.

 

ANTI GLIADINA IgA e IgG

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum 4 horas.

 

ANTI HBC IgG

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: É utilizado na triagem para Hepatite B por detectar tanto anticorpos IgG quanto anticorpos IgM. Auxilia no diagnóstico diferencial de hepatites, acompanhamento de infecção pelo HBV (em conjunto com outros marcadores virais), teste de triagem para doadores de sangue . O uso diagnóstico deste marcador é melhorado quando participa de um painel de marcadores sorológicos de hepatites. O anti-HBc total é um anticorpo dirigido contra as proteínas do core ou nucleocapsídeo do HBV. A presença de anti-HBc IgM documenta processo de infecção recente ou aguda pelo HBV. A imunidade IgG para anti-HBc tende a durar muitos anos (às vezes por toda a vida), sendo excelente marcador de contato anterior com o vírus. Uma vez que a vacinação para HBV somente confere imunidade de anti- HBs, a presença de anti-HBc documenta exposição passada ao vírus. Títulos expressivos de anti-HBc IgM diferenciam entre um quadro agudo e a exacerbação de um caso crônico de hepatite B. O uso diagnóstico deste marcador é melhorado quando participa de um painel de marcadores sorológicos de hepatites. Reações fracamente reagentes sem outras anormalidades podem ser devidas a reações falso-positivas.

 

ANTI HBc IgM

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: Marcador de infecção aguda pelo vírus da Hepatite B. Os anticorpos anti-HBc de classe IgG são sintetizados logo após o aparecimento da hepatite Be persistem ao longo do tempo em todos os doentes que foram infectados por HBV, independentemente de como se desenvolveu a doença. Todavia, durante as fases prodrômica, aguda e de convalescença precoce da hepatite B, os anticorpos anti-HBc são, principalmente, de classe IgM. Os níveis de IgM anti-HBc diminuem até tornaremse não mais detectáveis no decorrer de aproximadamente seis meses. A IgM anti-HBc está presente em altos títulos durante a fase aguda da hepatite B e pode, por conseguinte, ser útil detectar conjuntamente a IgM anti-HBc e o HbsAgpara diferenciar a infecção por HBV aguda primária da convalescença precoce. Quando se determina o estágio da infecção por HBV, a detecção da IgM anti-HBc permite distinguirentre os doentes positivos para HBsAg,cuja hepatite aguda deriva duma infecção primáriapor HBV, e os portadores de HBsAgnão aparentes, cuja hepatite aguda é consequência de uma superinfecção por outras causas. Um resultado positivo para IgM anti-HBc é útil para diagnosticar as infecções fulminantes por HBV nos doentes negativos para HBsAg. A detecção da IgM anti-HBc não é um parâmetro definitivo para determinar o estágio da doença crônica, por exemplo, a hepatite B crônica ativa ou persistente, dado que nos portadores crônicos de HBV podem estar, quer ausentes, quer presentes títulos baixos de IgM anti- HBc. Todavia, estes níveis baixos de IgM anti-HBc, quando presentes, encontram-se com mais frequência nos doentes com doença hepática crônica por HBV, como é possível observar pela presença de HBcAg intra-hepático e pelo aumento dos níveis das enzimas hepáticas, causados pela reativação do HBV e pelo dano aos hepatócitos.

 

ANTI HBE

 Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 5 dias refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. Lactentes: intervalo entre mamadas

Comentário e interpretação: De modo geral, quando o antígeno HBE está reagente a replicação viral é pequena ou ausente. Assim, tradicionalmente empregam-se 2 marcadores do sistema HBE para avaliar replicação de VHB. Existe, entretanto, uma mutação do VHB que faz com que o vírus se multiplique mesmo quando o anti HBE está positivo. Nestes casos, a PCR para VHB indicará que o vírus se encontra em replicação. Em um portador do HBV, um resultado positivo de Anti-HBe usualmente indica inatividade do vírus ou baixa infecciosidade.

 

ANTI HBS

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 7 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: A presença de anticorpos anti-HBs indica uma exposição prévia do indivíduo ao vírus da Hepatite B ou vacinação. Títulos baixos de anticorpos anti-HBs podem ser sinal de perda de imunidade contra uma futura infecção por Hepatite B. Portanto, a detecção de anticorpos anti-HBs é fundamental para determinar a recuperação completa da infecção e a aquisição da imunidade, quer como resultado da infecção natural quer através da vacinação. A dosagem de anticorpos anti-Hbs nos vacinados é essencial para determinar a duração da proteção dada pelo ciclo de vacinação e a necessidade de novas doses de vacina.

 

ANTI HCV

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerada.

Preparo do paciente: Jejum 8 horas, intervalo entre mamadas para lactantes.

 

ANTI HEPATITE E

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Jejum aconselhável de 4 horas.

 

ANTI HEPATITE E

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Jejum obrigatório 8 horas, intervalo entre mamadas para lactantes.

 

ANTI IA2 (ANTI TIROSINA FOSFATASE)

Material: Soro

Conservação/Transporte: Congelado

Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

 

ANTI LA / ANTI SSB

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Jejum de 8 horas, intervalo entre mamadas para lactantes.

 

ANTI LKM

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 8 a 12 horas, intervalo entre mamadas para lactantes.

 

ANTI MUSK (ANTICORPO ANTI TIROQUINASE MÚSCULO ESPECÍFICA)

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

Estabilidade: Até 2 dias refrigerado, 30 dias congelado

Comentário e interpretação: Aproximadamente 50% dos pacientes com miastenis gravis sem anticorpos anti-receptor de acetilcolina apresentam anticorpos contra uma enzima da membrana muscular, denominada tirosina quinase músculo-específica (anti-MuSK). Há uma clara tendência, no momento, tendo em vista a descoberta dos anticorpos anti-Musk, de reservar para os casos que respondem ao teste

com anticolinesterásicos, apresentam decremento na estimulação repetitiva e a demora na transmissão neuromuscular à eletromiografia de fibra única, a denominação de distúrbios da junção neuromuscular. A denominação miastenia grave tem sido reservada para os pacientes que apresentem positividade na dosagem de anticorpos circulantes.

 

ANTI TRANSGLUTAMINASE TECIDUAL

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum 8 horas.

 

ANTI-DNA – DUPLA HÉLICE OU NATIVO

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não é necessário.

Estabilidade da amostra: Até 7 dias refrigerado

Comentário e interpretação: Útil para a confirmação diagnóstica de lúpus eritematoso sistêmico e monitoração de seu tratamento. Estão presentes em aproximadamente 40% de todos os pacientes com LES e de 80% a 90% dos casos de LES em atividade, principalmente quando há nefrite. Aproximadamente 20% dos pacientes com doença do tecido conjuntivo apresentam títulos baixos, e eles raramente aparecem em outras doenças reumáticas. Em alguns casos (cerca de 30%), apesar de as evidências clínicas e laboratoriais indicarem lúpus eritematoso sistêmico, o anticorpo anti-DNA nativo pode não ser detectado. Acredita-se que, nesses casos, os auto-anticorpos estejam sob a forma de imunocomplexos.

 

ANTI-DNA – HÉLICE SIMPLES

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não é necessário.

Estabilidade da amostra: Até 2 dias refrigerado

Comentário e interpretação: O exame anti-DNA subdivide-se em DNAn (nativo ou de dupla hélice) e DNAs (simples ou de única hélice) e histonas. A importância diagnóstica está na presença da antigenicidade do DNAn, presente em percentual que varia de 70 a 80% dos pacientes portadores de LES, mas pode ocorrer também na presença de artrite reumatóide e síndrome de Sjögren, em proporções menores, além de outras doenças crônicas auto-imunes. Está muito frequentemente associado a alto índice de doença lúpica renal. Altos títulos significam atividade da doença, podendo-se correlacionar a diminuição dos títulos com a melhora da atividade e vice-versa. O DNAs está presente em outras colagenoses, além de outras doenças crônicas e no lúpus desencadeado por drogas.

 

ANTIBIOGRAMA

Material: Realizado somente com resultado de cultura POSITIVA. Pode ser solicitado juntamente com a cultura ou após o recebimento do resultado do exame de cultura. Quando solicitado após o resultado da cultura ter sido liberado, é necessário confirmar se a bactéria está ainda guardada (este prazo varia de 10 até 30 dias, dependendo do microorganismo). Em algumas situações em que tenha sido isolada uma levedura e esta seja considerada clinicamente importante, o antifungigrama poderá também ser realizado.

Conservação/Transporte: Vide culturas.

Estabilidade: 10 a 30 dias dependendo do Material.

Preparo do paciente: Realizado no momento da coleta para cultura.

Comentário e interpretação: O teste é útil no tratamento das infecções bacterianas, onde o antibiograma pode orientar a quais anti microbianos o microrganismo é sensível ou resistente. O exame expressa se o microrganismo é sensível(S), resistente(R) ou apresenta uma sensibilidade intermediária(I) ao antimicrobiano testado. O teste é feito somente quando solicitado, e não automaticamente.

 

ANTICOAGULANTE LÚPICO

Material: Plasma / Citrato de sódio.

Conservação/Transporte: Congelado.

Preparo do paciente: Pela manhã em jejum mínimo 8 horas.

 

ANTICORPO ANTI AQUAPORINA 4

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Jejum de 4 horas

 

ANTICORPO ANTI CCP

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Não há.

 

ANTICORPO ANTI CENTRÔMERO

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Não Há

 

ANTICORPO ANTI ENDOMÍSIO IgA E IgG

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum mínimo 4 horas.

 

ANTICORPO ANTI ESPERMATOZÓIDE

Material: Soro .

Conservação/Transporte: Congelado

Preparo do paciente: Jejum de 4 horas

 

ANTICORPO ANTI FATOR INTRÍNSECO IgG

Material: Soro

Conservação/Transporte: Amostra refrigerada.

Preparo do paciente: Jejum de 4 horas. Suspender o uso de vitamina B12 e o paciente não pode ter sido submetido a exames com radioisótopos nos últimos 7 dias.

 

ANTICORPO ANTI FOSFATIDIL SERINA IgG IgM

Material: Soro

Conservação/Transporte: Congelado

Preparo do paciente: Não Há

 

ANTICORPO ANTI GAD

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Congelado

Preparo do paciente: Jejum mínimo 4 horas.

 

ANTICORPO ANTI HU

Material: Liquor

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Coleta realizada pelo médico, o Lanac apenas recebe a amostra.

 

ANTICORPO ANTI ILHOTA DE LANGERHANS

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum mínimo 4 horas.

 

ANTICORPO ANTI INSULINA – IAA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum mínimo 4 horas.

 

ANTICORPO ANTI MAG IgGe IgM

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Estabilidade: 10 dias refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório

Comentário e interpretação: A glicoproteína associada à mielina (MAG) é encontrada na membrana periaxonal da bainha de mielina do sistema nervoso central e periférico e é responsável pelas interações celulares das células nervosas. Os anticorpos anti-MAG estão presente nas polineuropatias periféricas e ao grau de desmielinização. As neuropatias periféricas são decorrentes do próprio sistema imune que atacam as células a MAG responsável pela interação celular, essas células são destruídas pelos anticorpos, sendo assim, as células nervosas começam a perder a função ocasionando problemas no sistema sensorial quanto no motor. Os sintomas relacionados mais comuns são: Fraqueza muscular, problemas sensoriais e problemas motores como tremores involuntários.

 

ANTICORPO ANTI MEMBRANA BASAL GLOMERULAR

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Não há.

 

ANTICORPO ANTI MITOCONDRIA

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Jejum de 8 horas, intervalo entre mamadas para lactantes.

 

ANTICORPO ANTI MÚSCULO ESTRIADO

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 8 horas

 

ANTICORPO ANTI MÚSCULO LISO

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum mínimo 8 horas.

 

ANTICORPO ANTI NEUTRÓFILO ANCA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 8 horas a 12 horas, intervalo entre mamadas para lactantes.

 

ANTICORPO ANTI PNEUMOCOCO

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Jejum de 8 horas

 

ANTICORPO ANTI QUERATINA

Material: Soro

Conservação/Transporte: Congelado

Preparo do paciente: Jejum de 8 horas

 

ANTICORPO ANTI RAIVA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Não há.

 

ANTICORPO ANTI RECEPTOR DE ACETILCOLINA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum mínimo 4 horas.

 

ANTICORPO ANTI RETICULINA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 8 a 12 horas.

 

ANTICORPO ANTI SUPRARENAL

Material: Soro

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Não Há

 

ANTICORPO ANTI TIREOGLOBULINA – ANTI TG

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

 

ANTICORPO ANTI YO

Material: Soro

Conservação/Transporte: Congelado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

 

ANTICORPO ANTI-PLAQUETÁRIO

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 4 horas

 

ANTICORPO ANTICARDIOLIPINA IgA IgGe IgM

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 8 a 12 horas, intervalo entre mamadas para lactantes.

 

ANTICORPO ANTIMICROSSOMAL / ANTI PEROXIDASE TIREOIDIANA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório. Informação de medicamentos é muito importante.

 

ANTICORPO CONTRA CANAL DE CÁLCIO REGULADO POR VOLTAGEM

Material:Soro.

Conservação: Congelado.

Estabilidade: Até 30 dias congelado entre -5 e -25ºC.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

Comentário e interpretação: A Síndrome Lambert-Eaton (SLE) caracteriza-se por fraqueza muscular e fadiga pronunciada na cintura pélvica e na musculatura proximal dos membros inferiores, bem como uma marcada dificuldade em subir escadas ou em levantar-se de uma cadeira. A disfunção nervosa autonómica, em especial secura da boca, obstipação, retenção urinária e impotência, são observadas maioria dos casos. A imunidade humoral desempenha um importante papel patogênico na SLE. Estudos sugeriram que auto-anticorpos IgG inibem a libertação da acetilcolina através do bloqueio funcional os canais de cálcio dependentes da voltagem pré-sinápticos no neurônio motor terminal. Enquanto número de vesículas de acetilcolina pré-sinápticas e o seu conteúdo se mantém normal, a libertação de acetilcolina é reduzida porque o influxo de cálcio é dificultado nas junções neuromusculares. Os autoanticorpos parecem também induzir o excesso de produção de acetilcolinesterase, com adicional redução da ativação muscular após a despolarização da junção neuromuscular.

 

ANTICORPOS ANTI JO-1

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 8 horas, intervalo entre mamadas para lactantes.

 

ANTICORPOS ANTI SCL 70

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerada.

Preparo do paciente: Jejum de 8 horas.

 

ANTICORPOS ANTI-CAXUMBA IgG E IgM

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerada.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

 

ANTIESTREPTOLISINA O – ASO

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não necessário.

 

ANTIGENEMIA PARA CITOMEGALOVÍRUS

Material: Sangue Total / EDTA

Conservação/Transporte: Refrigerado

Preparo do paciente: Não Há

 

ANTÍGENO AUSTRÁLIA – HBSAG

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

 

ANTÍGENO CARCINOEMBRIOGÊNICO

Material: Soro e Liquidos Biologicos

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Soro: Jejum de 4 horas. Liquidos: Coletado pelo médico, o Lanac apenas recebe a amostra.

 

ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 4 horas. VER ORIENTAÇÕES.

 

ANTITROMBINA III

Material: Plasma / Citrato de sódio

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de pelo menos 4 horas, após refeição leve. Realizar a coleta preferencialmente antes das 10 horas da manhã. Informar medicamentos em uso nos últimos 10 dias, especialmente anticoagulante oral (antagonista da vitamina K) e heparina.

 

APOLIPOPROTEINA A – APO A)

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 8 a 12 horas.

 

APOLIPOPROTEÍNA B – APO B

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum de 8 a 12 horas.

 

ARGININA

Material: Soro ou plasma (heparina sódica).

Conservação/Transporte: refrigerado

Preparo do paciente: Jejum não é necessário.

 

ARSÊNICO SANGUINEO

Material: Soro (5ml)

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Minimo de 4 horas de jejum.

 

ARSÊNICO URINÁRIO

Material: Urina 24 horas ou Urina amostra isolada (50 ml)

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Urina isolada: Final da jornada de trabalho. Urina 24 horas: VERIFIQUE INSTRUÇÕES.

 

ASPERGILOS, SOROLOGIA

Material: Soro.

Conservação/Transporte: Refrigerado.

Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

Estabilidade da amostra: Até 7 dias refrigerado entre 2 e 8ºC ou congelado por até 3 meses.

Comentário e interpretação: Exame útil no diagnóstico de aspergilose. O teste é positivo em 90% dos pacientes com aspergiloma, em 70% dos pacientes com aspergilose broncopulmonar e menos frequentemente em aspergiloses invasivas. Para o diagnóstico, qualquer título é significativo. Uma ascensão de título de 4 vezes ou mais entre duas amostras pareadas colhidas com intervalos de 2 semanas é confirmatória da infecção recente. Títulos de fixação do complemento maiores que 1/64 são considerados indicativos de infecção recente. Em pacientes imunodeprimidos reações negativas não afastam a possibilidade da doença.

 

 

Laboratório de Analises Clínicas